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Maduro convoca embaixador colombiano após uso de avião oficial por ex-premiê espanhol

Em entrevista a canal estatal, presidente venezuelano cobra 'explicações' de diplomata da Colômbia sobre empréstimo de aeronave para Felipe González

O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 12h33

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou a sua chanceler, Delcy Rodríguez, que chame para consultas o embaixador da Colômbia em seu país depois de ser surpreendido com a notícia de que o ex-primeiro-ministro espanhol, Felipe González, partiu de Caracas em um avião oficial colombiano.

"Infelizmente fui surpreendido com a informação de que um avião da Força Aérea colombiana atribuído à presidência da república da Colômbia veio tirá-lo do país. A chanceler Delcy Rodríguez chamou o embaixador da Colômbia aqui em Caracas para pedir explicações", disse o líder chavista ao canal estatal VTV.

O presidente venezuelano disse que esperava "explicações claras do governo colombiano sobre isto de emprestar o avião presidencial da Colômbia a um senhor que veio desacreditar as instituições venezuelanas, e apoiar grupos extremistas que quiseram derrotá-lo".

Maduro reiterou sua rejeição à visita do político espanhol à Venezuela. Felipe González chegou em Caracas domingo com o objetivo dar respaldo aos políticos presos na Venezuela e servir de assessor à defesa dos opositores, o que não pôde fazer.

O presidente venezuelano disse, além disso, que espera que as explicações da Colômbia "sejam suficientes e muito claras", e apontou que assim que tiver esse esclarecimento do governo fará "pronunciamentos claros e suficientes".

Maduro acrescentou que a partida de González da Venezuela "foi quase uma fuga" e disse crer que o político espanhol "descobriu que tinha sido um grande erro" viajar para Caracas. "Quem sabe o que viu o senhor Felipe González nessas reuniões com esses grupos da extrema direita (da Venezuela), quem sabe o que descobriu ali, quanta farsa terá descoberto ali", disse.

O presidente lembrou que já havia denunciado nos últimos meses existir "um eixo anti-venezuelano" coordenado entre Madri, Bogotá e Miami e assegurou que González é "o articulador da campanha contra a Venezuela no eixo Madri-Bogotá".

Antes de dar a entrevista, Maduro divulgou em sua conta no Twitter a informação de que González deixou a Venezuela em um avião colombiano. As fotografias retuitadas pela conta oficial do presidente teriam sido tiradas no aeroporto internacional Simón Bolívar de Maiquetía, que serve Caracas, de onde González partiu.

O ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, disse na terça-feira que González saiu da Venezuela em um avião posto a sua disposição pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, mas garantiu que o político espanhol saiu do país caribenho "com absoluta normalidade". / EFE

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