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Maduro defende líder chavista suspeito de narcotráfico

Jornais americanos publicam reportagem que revelam suspeitas nos EUA sobre o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello

O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2015 | 16h43

 CARACAS - Liderado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o chavismo lançou  na madrugada desta quarta-feira, 20, uma campanha em defesa do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, contra uma suposta “agressão dos Estados Unidos” contra o número dois na hierarquia bolivariana. Maduro criticou os EUA na madrugada de ontem, um dia depois de o Wall Street Journal ter revelado uma investigação da Justiça americana contra Cabello por narcotráfico. 

“Quem se mete com Diosdado se mete comigo. Vamos defendê-lo como defendemos nosso país contra a agressão americana em março passado”, disse Maduro em referência ao decreto do presidente Barack Obama que estabeleceu sanções contra líderes chavistas. “Essa notícia é outro ataque da ultradireita midiática.” Mais cedo, em discurso na Assembleia Nacional, Cabello disse ser vítima de uma guerra suja de setores do imperialismo americano. 


De acordo com o Wall Street Journal, a promotoria federal dos Estados Unidos em Miami e Nova York, como auxílio do Departamento Antidrogas, o DEA, têm recolhido provas do envolvimento de Cabello com o narcotráfico com ex-colaboradores chavistas, militares que desertaram e ex-traficantes. O jornal Miami Herald e o espanhol ABC publicaram reportagens similares. 

“Não é qualquer ataque. É um ataque contra um quadro fundamental da revolução bolivariana e presidente da Assembleia Nacional”, acrescentou Maduro. “Como vão acusá-lo de narcotráfico, por favor? Querem aplicar o mesmo modelo aplicado em outras épocas? Quem se meter com a Venezuela está bastante equivocado. Temos a reserva moral para enfrentar esses ataques.”

O presidente venezuelano disse q a campanha contra o número dois do chavismo tem como base mentiras de traidores e alertou que “ a lei deve ser aplicada com a máxima severidade aos traidores que vendem a alma aos inimigos da pátria”. Maduro prometeu lançar uma campanha nacional e internacional em defesa de Cabello e outros líderes chavistas. /EFE 

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