REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Maduro defende prisão de bispo que o criticou na Venezuela

Presidente diz que religioso deve ser julgado por ‘ Lei do Ódio’, que prevê penas de até 20 anos de prisão

O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2018 | 12h17

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu na noite da segunda-feira, 15,  ao Ministério Público  e ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) – ambos controlados pelo chavismo – a investigação de um bispo da Igreja Católica venezuelana. Caso seja condenado pela "Lei do Ódio" criada pela constituinte chavista, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

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“Ele chamou o povo chavista de peste, teria que ver (...) se as palavras emitidas por algum desses personagens (da Igreja) não correspondem a verdadeiros crimes de ódio que pretendem gerar confrontos entre os venezuelanos”, disse Maduro, no ato de apresentação de seu relatório de gestão à Assembleia Constituinte.

 “Somos cristãos, já não acreditamos em intermediários e menos nesses diabos com batina, amamos nosso Deus criador, a nossa Divina Pastora (...), mas vem um diabo com batina chamar o confronto entre venezuelanos, a guerra civil”, acrescentou.

Maduro se referia ao bispo de San Felipe, no Estado de Yaracuy, Víctor Hugo Basabe, que pediu à Virgem da Divina Pastora, que livre o país "da peste" da corrupção política que leva o país "à ruína moral, econômica e social", segundo a imprensa local. 

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Basabe deu as declarações durante uma missa celebrada na romaria em honra à Divina Pastora, celebrada neste domingo na cidade de Barquisimeto, a 250 km de Caracas.

A Assembleia Nacional Constituinte aprovou em novembro do ano passado em novembro passado uma lei que castiga com penas de prisão de dez a 20 anos aqueles que "promovam o ódio", e também prevê tornar ilegais partidos e fechar veículos de comunicação que o incitem. A oposição acusa o governo Maduro de criminalizar o protesto e a dissidência con a lei. /AFP

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