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Maduro denuncia apoio dos EUA ao 'levante' e Guaidó mantém protestos

Presidente disse ser mentira a informação de que ele tivera a intenção de abandonar o poder e se refugiar em Cuba

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 23h10

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reapareceu na noite desta terça-feira, 30, na emissora de televisão pública, 15 horas depois do início do levante militar liderado pelo opositor Juan Guaidó, e garantiu que esse movimento contou com o apoio da Colômbia e dos Estados Unidos. Segundo ele, cinco militares ficaram gravemente feridos após serem atingidos por disparos durante o levante. 

"Nunca antes na história da Venezuela tinha acontecido um levante pelo empenho obsessivo e nefasto de um grupo de oposição da extrema direita venezuelana, da oligarquia colombiana e do imperialismo americano, pela sua posição obcecada de derrubar o governo constitucional da Venezuela, de impor um governo ilegítimo", declarou.  

 

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O presidente disse ser mentira a informação de que ele tivera a intenção de abandonar o poder e se refugiar em Cuba, como afirmou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Para Maduro, a Pompeo falta "seriedade". 

O líder opositor  Guaidó convocou a população a manter os protestos previstos para esta quarta-feira, dia 1º de maio, contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após a revolta de um grupo de militares, e pediu à Força Armada que deponha o líder bolivariano.

"O apelo à Força Armada é seguir avançando na operação Liberdade (para tirar Maduro). Amanhã, primeiro de maio, continuaremos (...). Por toda a Venezuela, estaremos nas ruas", disse Guaidó em um vídeo publicado nas redes sociais. 

 

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