EFE/MIGUEL GUTIERREZ
EFE/MIGUEL GUTIERREZ

Maduro descarta indulto a Leopoldo López

Presidente venezuelano afirmou em 2015 que soltaria o líder opositor se os EUA aceitassem libertar o separatista porto-riquenho Oscar López Rivera, cuja pena foi comutada por Obama na terça-feira

O Estado de S. Paulo

19 Janeiro 2017 | 08h54

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, descartou nesta quinta-feira, 19, indultar o líder opositor preso Leopoldo López, esclarecendo que sua oferta para trocá-lo pelo porto-riquenho Oscar López Rivera, que os Estados Unidos libertará em maio, foi apenas uma brincadeira.

"Oscar López Rivera jamais matou alguém, nunca queimou nada. Seu único crime foi pedir a independência de Porto Rico. Não há comparação. O caso de López, muito além da brincadeira que fiz, está nas mãos da Justiça venezuelana", declarou Maduro em entrevista coletiva.

Em 4 de janeiro de 2015, Maduro respondeu aos apelos dos Estados Unidos pela libertação de Leopoldo López propondo uma troca "homem por homem" por Óscar López. "A única forma de usar minhas faculdades presidenciais (para indultar López) é colocá-lo no avião para os Estados Unidos para que me entreguem Oscar López Rivera, em uma troca "homem por homem", disse Maduro na ocasião.

Oscar López Rivera, detido desde 1981 por terrorismo envolvendo os movimentos separatistas de Porto Rico, teve sua pena comutada por Obama e será libertado no próximo dia 17 de maio. Após a decisão de Obama, anunciada na véspera, líderes opositores venezuelanos desafiaram Maduro a honrar sua palavra.

"Maduro disse que se Obama libertasse Oscar López ele libertaria Leopoldo. Bom, Obama libertou", escreveu no Twitter Freddy Guevara, vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana.

López cumpre uma pena de quase 14 anos de prisão por "incitação à violência" nos protestos contra Maduro em 2014, nos quais morreram 43 pessoas. / AFP

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