Carlos Garcia Rawlins / Reuters
Carlos Garcia Rawlins / Reuters

Maduro destina verba para setor de saúde

Na sexta-feira, duas ONGs denunciaram que pelo menos 43 pessoas morreram desde 2016 por falta de tratamento para a hemofilia

O Estado de S.Paulo

22 Julho 2018 | 20h08

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aprovou investimentos de aproximadamente US$ 344 milhões para atender a crise no setor de saúde vivida no país que motivou protestos de médicos e enfermeiros há 27 dias.

Nunca foi tão mortífero ficar doente na Venezuela. Medicamentos – de antibióticos a drogas de quimioterapia – têm ficado cada vez mais escassos. Hospitais públicos pedem às famílias dos pacientes que lhes forneçam lençóis e seringas. Portadores de HIV têm passado meses sem remédios e transplantados têm morrido por falta de imunossupressores.

Na sexta-feira, duas ONGs denunciaram que pelo menos 43 pessoas morreram desde 2016 por falta de tratamento para a hemofilia, uma doença cuja mortalidade caiu drasticamente na maior parte do mundo. 

Crianças eram a metade dos mortos que não puderam acessar os medicamentos necessários para controlar a doença, disse Antonia Luque, presidente da Associação Venezuelana de Hemofilia (AVH). Segundo ela, estima-se que na Venezuela cerca de 5 mil pessoas padecem de hemofilia e outros transtornos de coagulação, das quais 212 se encontram em situação crítica.

Ao final de uma reunião com a vice-presidente, Delcy Rodríguez, o ministro de Saúde, Carlos Alvarado, e a presidente do Instituto Venezuelano dos Seguros Sociais (IVSS), Magaly Gutiérrez, Maduro anunciou as verbas que serão destinadas a melhorar os serviços dentro dos quase 300 hospitais públicos do país.

Ele explicou que o dinheiro será usado para importar remédios de consumo em massa, geralmente poucos na Venezuela, assim como para otimizar o atendimento a pacientes oncológicos, transplantados, com doenças renais ou crônicas e de pessoas infectadas com o HIV.

O presidente venezuelano ressaltou que estes recursos poderão ser alocados diretamente em euros ou em seu equivalente em petro, a criptomoeda lançada por seu governo para enfrentar as sanções econômicas que lhe impuseram vários países. / EFE

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