EFE/PRENSA MIRAFLORES
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Maduro destitui vice-presidente econômico do Ministério de Economia Produtiva

Em janeiro, o presidente venezuelano havia designado 18 ministros para representar um novo rosto no governo. Miguel Pérez Abade, ministro de Indústria e Comércio assumirá a função

O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2016 | 10h25

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, destituiu na segunda-feira Luis Salas, o vice-presidente econômico encarregado do Ministério da Economia Produtiva, a quem tinha designado no dia 6 de janeiro, e em seu lugar nomeou Miguel Pérez Abade, que na atualidade é ministro de Indústria e Comércio.

"O ministro Luis Salas vai passar a cumprir outras atividades nas equipes econômicas diretamente relacionadas comigo e decidi nomear o ministro de Indústria e Comércio, o companheiro Miguel Pérez Abade, como novo vice-presidente de Economia Produtiva do país", disse Maduro durante um Conselho de Ministros em Caracas.

O presidente agradeceu Luis Salas, sem oferecer maiores detalhes sobre os motivos de sua saída. "Agradeço ao companheiro que sei que fez um grande esforço enfrentando situações de caráter familiar e seguiremos ao seu lado até sua superação definitiva", acrescentou Maduro.

No dia 6 de janeiro, o chefe de Estado venezuelano designou 18 ministros, incluindo Salas, que representou então um novo rosto no governo do país sul-americano, e geralmente coloca caras conhecidas e ligadas à chamada "revolução bolivariana" no gabinete ministerial.

Quando designou Salas como ministro, Maduro disse que o sociólogo graduado na Universidade Central da Venezuela (UCV) "sabe trabalhar em equipe, estudou profundamente o fenômeno do rentismo e seu esgotamento, e os fenômenos da guerra econômica".

O empresário e ex-presidente da Federação dos Industriais Pequenos, Médios e Artesãos (Fedeindustria) Miguel Pérez Abade, por sua vez, também foi nomeado ministro de Indústria e Comércio no mesmo dia em que Salas e agora assumirá a pasta.

Maduro disse na segunda-feira que Pérez Abade se ocupará de "continuar dinamizando as equipes econômicas de trabalho" no início da aplicação do "decreto de emergência econômica" lançado pelo governo no começo do ano e que, apesar de ter sido rejeitado pelo Parlamento, que é controlado pela oposição, o Supremo anunciou sua validade na última sexta-feira. /EFE

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