Palácio de Miraflores/via NYT
Palácio de Miraflores/via NYT

Maduro diz que denunciará à ONU planos de Duque para assassiná-lo

Líder chavista diz ter vídeos e fotos que provam planos do governo da Colômbia de promover atos terroristas para matá-lo

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2019 | 03h34

CARACAS - O clima de tensão entre Venezuela e Colômbia ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 11. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse ter provas de que o governo da colombiano está preparando ataques terroristas para assassiná-lo e desestabilizar o país. O líder chavista prometeu apresentar uma denúncia formal à ONU ainda nesta quinta-feira, 12.

"Temos provas e vamos apresentá-las ao Conselho de Segurança (da ONU). Prova com vídeos, fotos, com todos os depoimentos das testemunhas, de como o governo da Colômbia está preparando terroristas para fazer ataques a alvos militares, civis, institucionais e para tentar assassinar o presidente Maduro", disse ele em discurso.

A declaração acontece na mesma semana em que as trocas de acusação entre os dois países alcançou um nível crítico. Após Caracas ordenar um exercício militar próximo a fronteira colombiana, Bogotá reagiu entrando em alerta máximo.

Esta não é a primeira vez que Maduro acusa o presidente da Colômbia, Iván Duque, de estar por trás de planos para assassiná-lo. O governo colombiano, que reconhece o opositor Juan Guaidó como presidente da Venezuela, nega as acusações.

Em agosto do ano passado, Maduro acusou Duque de financiar e proteger vários dos envolvidos em um plano para assassiná-lo durante um evento público em Caracas com drones cheios de explosivos. O incidente deixou pelo menos sete militares feridos.

A nova denúncia eleva a tensão nas relações entre os dois países, que passam por um momento delicado desde que Maduro colocou as Forças Armadas do país em "alerta laranja" para se preparar para um eventual ataque por parte da Colômbia.

Em resposta, Duque disse que Maduro deve deixar as bravatas de lado e acusou o líder chavista de proteger os líderes do Exército de Libertação Nacional, assim como os ex-integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que abandonaram o processo de paz e anunciaram nas últimas semanas a volta à luta armada. / (EFE)

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