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Maduro diz que EUA querem guerra com a Venezuela

Para presidente, ‘imperialistas’ planejam fazer o mesmo que fizeram no Iraque, na Líbia e na Síria

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2015 | 19h17

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na noite de segunda-feira que os “imperialistas” querem desestabilizar seu país com uma “guerra”, assim como fizeram no Iraque, na Líbia e na Síria. Ele apontou o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, John Kelly, como um personagem que faz parte dessa ação desestabilizadora.

“Eles querem desestabilizar a Venezuela agora, a guerra contra a Venezuela é total, do general John Kelly do Comando Sul do Pentágono, é total a guerra, e eles pretendem fazer conosco, por outras vias, o que fizeram no Iraque, na Líbia e na Síria”, disse Maduro em um pronunciamento no palácio presidencial.

“Não puderam, nem poderão, mas eles querem. Insensatos, irresponsáveis, imperialistas, eu os denuncio diante do mundo, eles querem fazer na Venezuela os mesmos processos de rompimento e desestabilização que fizeram no mundo árabe na África e no Oriente Médio”, acrescentou o presidente venezuelano.

Maduro insistiu que “os Estados Unidos desestabilizaram o resto do mundo e, ao invés de ter um pouquinho de responsabilidade, os comandantes do império americano, os que mandam nos EUA, agora querem desestabilizar a América Latina e o Caribe, desestabilizar a Venezuela”.

Com relação às eleições do dia 6, Maduro advertiu que se “a revolução perder na Venezuela, a América Latina e o Caribe se desestabilizariam como um todo” e acrescentou que, “se ocorrer uma contrarrevolução extremista”, os revolucionários irão “à batalha com tudo”.

O presidente também comentou que tem a responsabilidade de defender “a paz no país” e por isso deve se incorporar ao debate eleitoral para as eleições legislativas, apesar das críticas que a oposição possa fazer sobre sua participação na campanha. 

“A oligarquia e o imperialismo quebraram todas as regras do jogo, romperam todas, não estão trabalhando para as eleições, estão trabalhando para prejudicar o país, não estamos à frente de uma oposição, estamos à frente de uma contrarrevolução extremista”, insistiu Maduro. 

Prisões. As tensões nas relações com Washington se agravaram depois que agentes da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) prendeu, no dia 10, Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas, afilhado e sobrinho de Maduro, respectivamente, no Haiti, por planejarem entrar nos EUA com um carregamento de cocaína em um avião particular. Os dois foram transferidos para Nova York onde foram formalmente acusados de narcotráfico. 

Hoje, o juiz federal Paul Crotty aceitou um pedido da defesa dos acusados para adiar a próxima audiência, que seria realizada amanhã, para o dia 2. Na primeira audiência, no dia 12, os dois tiveram prisão decretada sem direito à fiança. / EFE 


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