Maduro diz que EUA reagiriam da mesma forma que ele sobre protestos

Presidente venezuelano, em entrevista à CNN, pediu que americanos 'respeitem' Caracas e a América Latina

O Estado de S. Paulo,

07 de março de 2014 | 14h09

WASHINGTON - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou em entrevista exclusiva à rede de televisão americana CNN, que o governo americano reagiria da mesma forma que o seu governo reagiu com relação aos protestos no país.

"O que fariam os Estados Unidos se algum grupo dissesse que vai incendiar os EUA para que Obama saia, para que renuncie, para mudar o governo constitucional dos EUA. Seguramente o Estado reagiria, utilizaria toda a força da lei para restabelecer a ordem", disse o presidente venezuelano.

Questionado pela jornalista Christiane Amanpour sobre os violentos distúrbios que ocorrem em seu país há quase um mês, Maduro insistiu que os que se manifestam contra ele são uma "minoria".

"Devem saber nos EUA e aqueles que nos assistem neste prestigiado programa que os que anteciparam este plano violento são uma minoria, um grupo pertencente à oposição, que colocou em apuros o restante dos dirigentes políticos da oposição."

Perguntado sobre qual seria a sua mensagem aos EUA, Maduro falou em "respeito". "Minha mensagem é de respeito, diálogo, superação das visões que eles têm sobre a Venezuela. Não entre em um beco sem saída em relação a Venezuela e América Latina. Nossa mensagem para todos no poder nos EUA é: respeitem a Venezuela, respeitem a América Latina, e vamos estabelecer novos níveis de relacionamento."

Os protestos que vem ocorrendo na Venezuela voltaram a se tornar violentos na quinta-feira 6, com mais duas mortes em Caracas. As manifestações no país deixaram, até o momento, 19 mortos e 318 feridos, segundo dados oficiais.

Os protestos começaram no dia 12 de fevereiro com uma passeata convocada por estudantes e opositores que terminou em violência e na qual morreram três pessoas e dezenas ficaram feridas. Esses acontecimentos foram o estopim para que ocorressem novas manifestações, concentrações, enfrentamentos e barricadas./ EFE

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