Miguel Gutiérrez / EFE
Miguel Gutiérrez / EFE

Maduro diz que há ordem de prisão contra envolvidos em suposta ‘operação terrorista’

Presidente venezuelano afirma que conspiração a qual alega ter desmantelado contou com a participação de Juan Guaidó e Leopoldo López

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2019 | 11h02

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no domingo, 15, que foi decretada ordem de prisão contra todos os envolvidos do que chamou de "operação terrorista", incluindo líderes da oposição, como Juan Guaidó e Leopoldo López, sem no entanto, revelar se ambos estão na mira da Justiça.

"Na sexta-feira à noite, ordens judiciais e do Ministério Público foram ativadas para capturar os envolvidos nessa conspiração sangrenta", garantiu o mandatário, durante discurso na Assembleia Nacional Constituinte.

Embora tenha evitado falar diretamente dos acusados, Maduro disparou contra o ex-prefeito de Chacao, que foi preso em 2014 durante protestos no país e libertado mais de três anos depois.

"Leopoldo López é um monstro fascista, psicopata, que nos últimos 20 anos sempre esteve por trás de todos os atos golpistas e violentos. Ele tem violência no sangue, é um doente mental (...) e também um ladrão", atacou o presidente.

Maduro garantiu que a conspiração a qual afirma ter desmantelado tem por trás o "subordinado" de López, Juan Guaidó, assim como o governo dos Estados Unidos.

A suposta ação foi revelada no domingo pelo ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez. Segundo ele, as forças de segurança locais desarticularam um plano terrorista de López - que atualmente está na qualidade de hóspede na casa do embaixador da Espanha em Caracas -, Guaidó e do presidente da Colômbia, Iván Duque.

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De acordo com as informações divulgadas, os oposicionistas pretendiam atacar bases militares da Venezuela no domingo, assim como realizar ações violentas em seis Estados do país. Maduro afirmou que a ideia era provocar um "banho de sangue" contra militares e a população.

O presidente ainda acusou o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA na Venezuela, que opera de forma virtual, James Story, de ser o "encarregado da conspiração". / EFE

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