REUTERS/Miraflores Palace
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Maduro diz que Lei da Anistia votada no Parlamento ‘nunca será aprovada’

Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, aprovou na noite de terça-feira, em segunda instância, a chamada Lei de Anistia e Reconciliação Nacional, após um longo debate

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 20h58

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira, 30, que “um instrumento jurídico” como a Lei da Anistia, que busca a libertação daqueles que a oposição considera presos políticos, “nunca será aprovada” no país. 

O Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, aprovou na noite de terça-feira, em segunda instância, a chamada Lei de Anistia e Reconciliação Nacional, após um longo debate no qual a bancada chavista manifestou sua rejeição por considerar que se trata de uma lei que beneficia pessoas que cometeram crimes graves. 

A discussão da lei, que se estendeu por quase oito horas, pegou de surpresa a bancada chavista, pois o tema não estava previsto na ordem do dia, o que foi qualificado pelos governistas como uma violação do regulamento da Assembleia Nacional. "Ontem (terça), aprovaram de maneira intempestiva uma lei que jamais, nem nunca será aprovada”, declarou Maduro. 

No plenário do Parlamento estiveram presentes os parentes dos que a oposição considera presos políticos, como o líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão, assim como os parentes do ex-governador do Estado de Zulia, Manuel Rosales.

Também são mantidos em prisão domiciliar e incomunicáveis o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e o ex-prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos.

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