EFE/Cortesía Prensa Miraflores
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Maduro diz que pedirá US$ 500 milhões à ONU para repatriar imigrantes

Presidente venezuelano diz que usará dinheiro para pagar voos de retorno para todos que aderirem ao plano 'Volta à Pátria' e que precisará de uma frota de aeronaves para transportar todos os cidadãos que deixaram o país

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2018 | 10h30

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na noite de quinta-feira, 20, que pedirá US$ 500 milhões à ONU para repatriar os imigrantes venezuelanos que têm interesse de voltar ao país.

"Os convido, venham à Venezuela. Vou solicitar que (a ONU) consiga US$ 500 milhões para trazer todos os migrantes que saíram do país e querem retornar. Todos querem regressar", disse Maduro se dirigindo ao ex-vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein, nomeado representante especial das Nações Unidas para os refugiados e imigrantes da Venezuela.

O líder bolivariano disse que com esse dinheiro pagará os voos de retorno dos imigrantes. "Precisamos de uma frota de aviões para trazê-los. Não vou buscá-los a pé", disse o presidente que, na terça-feira, sugeriu que avalia se há condições de segurança para participar da Assembleia-Geral da ONU no final de setembro, insistindo em sua denúncia de que existem planos para assassiná-lo.

Em reunião com seu gabinete econômico, Maduro garantiu na quinta-feira não se lembrar do nome de Stein, a quem ele definiu como "uma espécie de inspetor, procurador e policial da imigração venezuelana".

O presidente Venezuelano ativou o plano "Volta à pátria" para facilitar o regresso em aviões ou ônibus de venezuelanos que emigraram para outros países da região. Segundo autoridades locais, cerca de 3 mil pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa.

Segundo dados da ONU, no entanto, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões de pessoas) vivem no exterior, do quais 1,6 milhão emigrou desde 2015, quando a crise econômica se agravou. / AFP

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