AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
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Maduro diz que pré-venda da moeda virtual Petro alcançou US$ 735 milhões

Criptomoeda venezuelana está respaldada por 5,342 bilhões de barris de petróleo; governo colocou no ar um site para orientar as pessoas nas etapas seguintes para a aquisição de petros

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2018 | 09h31

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na terça-feira 20 que a pré-venda da criptomoeda nacional Petro alcançou US$ 735 milhões desde a sua ativação, à meia-noite, até às 20h (22h em Brasília).

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"São 20h32 de 20 de fevereiro e alcançamos uma intenção de compra na pré-venda da ordem dos 4,777 bilhões de iuanes, € 596 milhões, US$ 735 milhões", afirmou o líder chavista no ato de lançamento da oferta inicial.

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A criptomoeda venezuelana está respaldada por 5,342 bilhões de barris de petróleo e seu preço está sujeito ao valor do barril venezuelano, que nos últimos dias oscilou por volta dos US$ 60.

O chefe do Executivo venezuelano lembrou que desde à meia-noite de segunda-feira o Petro está em 30 dias de pré-venda, que seguirão 15 dias de compras. Ele também anunciou que o governo assinou dois acordos, com uma empresa russa e outra venezuelana, relacionados ao suporte e à segurança da plataforma tecnológica na qual serão realizadas as compras e vendas.

O governo colocou no ar um site para orientar todas as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, nas etapas seguintes para a aquisição da moeda digital.

Maduro também informou sobre a criação do "Tesouro criptoativo". Ele anunciou há algumas semanas que o total de criptoativos a serem emitidos será de 100 milhões, "sem emissões extraordinárias, e dos quais 82,4 milhões estarão disponíveis para a pré-venda iniciada na terça-feira".

Destes - mais de 80 milhões -, 44% serão oferecidos em uma pré-venda privada e na oferta pública inicial, enquanto 38,4% serão para a venda privada e 17,6% serão mantidos pela Superintendência Venezuelana de Criptomoedas e Atividades Conexas (Supcacven), indicou a agência estatal notícias. / EFE

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