Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Maduro diz que presidente colombiano é um ‘imbecil’

Líder venezuelano manda Santos à m..., após ele afirmar que não reconhecerá o resultado das eleições de domingo

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 19h44

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, atacou nesta terça-feira, 15, mais uma vez o líder colombiano, Juan Manuel Santos, a quem chamou de “imbecil”, após ele advertir que não reconhecerá os resultados das eleições presidenciais de domingo na Venezuela.

“Por aí saiu o imbecil do Santos dizendo que não reconhecerá os resultados das eleições, é uma falta de respeito a vocês. Todos já sabem que ninguém ganhará de Maduro no domingo”, afirmou o presidente venezuelano durante um comício eleitoral em La Fria, no Estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.

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Em visita a Madri, Santos disse na segunda-feira que seu país não reconhecerá os resultados, pois são umas “eleições fraudadas, que já têm um resultado previsto” e antecipou que o governo Maduro “não vai durar” em razão da grave crise econômica”.

“Você não nos importa m... nenhuma, Juan Manuel Santos. Vá à m..., velho Juan Manuel Santos, você e sua oligarquia”, acrescentou Maduro em um grande palco, onde caíam papéis coloridos picados e músicos tocavam o tema da campanha.

Santos também afirmou em Madri – onde se reuniu com o premiê espanhol, Mariano Rajoy – que o regime (venezuelano) não vai durar, pois “já dá pra ver que está desmoronando” em razão do colapso econômico. A Colômbia já recebeu um milhão de venezuelanos que emigraram por causa da crise.

Tradicionalmente realizadas em dezembro, as eleições foram adiantadas por decisão da Assembleia Constituinte, um órgão governista que comanda o país com poderes absolutos.

Os partidos majoritários da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) decidiram boicotar a votação ao considerar que falta transparência ao processo, posição respaldada pelos EUA, a União Europeia e o Grupo de Lima (integrado por 14 países latino-americanos), que não reconhecem as eleições. 

A crise venezuelana se reflete em uma hiperinflação que deve chegar a 13.800% este ano, segundo o FMI, e escassez de alimentos, remédios e todo tipo de bens básicos. / AFP

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