REUTERS/Marco Bello
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Maduro diz que se mudará para uma casa do programa social criado por Chávez

Segundo o presidente, ele e a primeira-dama decidiram se inscrever na Gran Misión Vivienda e pagar as mensalidades subsidiadas pelo governo

O Estado de S. Paulo

15 Abril 2016 | 05h00

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira que se mudará com a primeira-dama, Cilia Flores, para um conjunto residencial construído com subsídio do Estado e com base em um programa que beneficia um milhão de famílias.

"Cilia e eu estamos fazendo planos e muito em breve vamos mudar para uma residência da Gran Misión Vivienda", disse Maduro a milhares de seguidores diante do Palácio Presidencial de Miraflores, no centro de Caracas. O programa foi criado anos atrás pelo presidente Hugo Chávez, morto em 2013, para que a maioria pobre do país pudesse comprar casas e apartamentos subsidiados pelo governo.

Ao lado de sua mulher, quem ele chama de "a primeira-combatente", Maduro afirmou que se inscreverá no plano de habitação para pagar, como todos seus beneficiários, uma cota inicial e as respectivas mensalidades.

"Há dois anos venho dizendo isso a Cilia e ela aceitou minha proposta", disse Maduro, assinalando que deseja experimentar a "felicidade de viver em uma residência da Gran Misión Vivienda".

Maduro mora em El Valle, um bairro do sudoeste de Caracas, e não em La Casona, residência oficial do chefe de Estado venezuelano.

O presidente fez o anúncio após um grande protesto de chavistas contra a lei aprovada na véspera, pela maioria opositora na Assembleia Nacional, que prevê a concessão de títulos de propriedade aos beneficiários do programa habitacional.

A lei permitirá aos proprietários vender as residências, mas o governo alega que se trata de uma medida populista da oposição, e recorda que já concedeu 884 mil títulos de propriedade.

No ato desta quinta-feira, o deputado chavista Ricardo Molina garantiu que a lei aprovada pela maioria opositora é inconstitucional e pode ser declarada ilegal pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

"A lei continuará em vigor como está agora", disse Maduro, acusado por seus adversários de usar o plano de moradias populares como uma arma de chantagem eleitoral./ AP e AFP

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