EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Maduro diz que tomará medidas legais contra a Assembleia por negar decreto de emergência

Presidente venezuelano chamou decisão do Parlamento, de maioria opositora, de 'inconstitucional' e pediu apoio da população 

O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2016 | 11h10

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na terça-feira 26 que tomará ações legais contra a direção da Assembleia Nacional, de maioria opositora, por ter negado o decreto de emergência que apresentou recentemente, e afirmou que seu governo se unirá com as empresas privadas para fazer frente à crise.

"O que fez a Assembleia Nacional na quinta-feira passada foi inconstitucional e vou tomar ações, com base na Constituição e na legalidade, e peço ao povo todo o apoio", disse em uma reunião que manteve com seus ministros da área econômica. "O pior que a Assembleia fez foi tentar negar, anular e impedir o decreto de emergência econômica", afirmou Maduro, ressaltando que lançou o documento "para proteger o país".

O presidente acusou diretamente o líder do parlamento, Henry Ramos Allup, e o deputado e economista José Guerra, que elaborou um relatório de rejeição ao decreto, de frear seu plano para "proteger" o povo.

Maduro disse que nada o impedirá de estabilizar a economia e assinou um decreto para criar o chamado "sistema centralizado e padronizado de compras públicas para todos os órgãos e entes da administração publica". Ele afirmou que nos próximos dias os ministros da área explicarão seu conteúdo.

Além disso, Maduro adiantou que seu governo vai desenvolver "uma aliança produtiva para o desenvolvimento" e elaborar planos "para enfrentar a emergência" com "todos os setores privados que queiram trabalhar com seriedade, com responsabilidade".

A Assembleia venezuelana rejeitou na sexta-feira 22 a aprovação do decreto de emergência econômica apresentado por Maduro para atender à crise por considerá-lo um "cheque em branco" para o chefe do Estado.

A proposta foi rejeitada com 107 votos da oposição frente a 53 governistas que votaram a favor, depois que a comissão especial designada para avaliar o conteúdo do decreto de exceção recomendou sua desaprovação. /EFE


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