Palácio Miraflores / Reuters
Palácio Miraflores / Reuters

Maduro diz que vai punir com severidade 'traidores' que apoiam bloqueio dos EUA

Trump ordenou na última segunda-feira, 5, o congelamento de todos os ativos do governo venezuelano no país

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 02h54

CARACAS - O presidente Nicolás Maduro ameaçou nesta quarta-feira, 7, castigar com severidade os "traidores" que apoiam o congelamento de todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump na última segunda-feira, 5.

"Vamos ativar uma contraofensiva com a Assembleia Nacional Constituinte, com todos os poderes. Vamos fazer justiça diante dos traidores da pátria", disse Maduro em entrevista concedida à emissora estatal.

As ameaças foram feitas durante o programa comandado por Diosdado Cabello, atual presidente da Assembleia Nacional Constituinte, órgão composto apenas por chavistas e que não é reconhecido por vários países. "Querem batalha? Vamos para a batalha. A fúria bolivariana está pronta", continuou o presidente da Venezuela.

Maduro afirmou que o povo venezuelano está indignado e já reagiu às sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos indo às ruas de Caracas nesta quarta. O líder chavista convocou uma jornada mundial de protestos contra Trump para o próximo sábado, 10.

"Essa é a fúria bolivariana que os EUA e seu governo imperialista vão ver a partir de hoje e dos dias que estão por vir. Justiça é o que pede o povo frente à agressão imperialista", disse.

O líder chavista explicou também os motivos que levaram à suspensão do diálogo político com a oposição. As conversas, mediadas pela Noruega, seriam retomadas nesta quinta, 8, em Barbados.

"O imperialismo americano enlouqueceu e deu uma facada na alma da Venezuela. Eles (oposição) fizeram festa, aplaudiram. Nessas condições não dá (para continuar as conversas)."

Maduro ainda afirmou que sempre defendeu a manutenção de canais de diálogo com a oposição e revelou que sempre houve "conversas secretas" para "aproximar posições".

O chavismo alega que as sanções americanas são um ato de "terrorismo econômico" e que afetarão as compras de alimentos e remédios por parte do país. A oposição liderada por Juan Guaidó junto à Casa Branca nega o argumento. / EFE

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