Nathalie Sayago / EFE
Nathalie Sayago / EFE

Maduro diz querer relação de respeito com os EUA e diálogo com Trump

As declarações foram feitas depois das sanções econômicas americanas contra o próprio presidente venezuelano

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 22h40

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou nesta quinta-feira que deseja ter relações de respeito com os Estados Unidos e pediu a seu recém-nomeado chanceler, Jorge Arreaza, que inicie gestões para agendar um diálogo com o presidente americano, Donald Trump.

"Eu acredito na diplomacia e reitero ao presidente Donald Trump meu desejo de restabelecer relações políticas, de diálogo, de respeito, em termos de igualdade", disse Maduro em discurso durante uma sessão especial da Assembleia Nacional Constituinte, no qual disse se subordinar ao poder do órgão.

"Peço que meu chanceler inicie gestões para que eu possa ter uma conversa pessoal com Donald Trump, para haver um diálogo telefônico com Donald Trump", completou o presidente venezuelano.

As declarações de Maduro foram feitas depois das sanções econômicas americanas contra o próprio presidente venezuelano e mais de 20 representantes de seu governo. Eles são acusados pelo Departamento do Tesouro dos EUA de violar os direitos humanos e minar a democracia no país.

Maduro afirmou, além disso, que gostaria de uma reunião bilateral com Trump durante sua próxima viagem aos EUA, quando participará de uma sessão da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

"Se está tão interessado na Venezuela, aqui estou eu. Aqui está o chefe do seu interesse, 'mister' Donald Trump. Aqui está minha palavra", afirmou Maduro no discurso.

Apesar dos afagos e da abertura ao diálogo, o presidente venezuelano não deixou de fazer críticas a Trump, chamando-o de "imperador", como tem feito nos últimos dias, e de "sultão".

"Até onde o imperador Trump acha que é o governador do mundo? Se acha um novo sultão? Se acha um novo reis dos reis? O único reis de reis que existe é o nosso senhor Jesus Cristo", afirmou.

Maduro também disse que as sanções do Departamento do Tesouro não têm base jurídica e pediu à presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez, que busque justiça para os punidos nos EUA. / EFE

 

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