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Maduro diz ter respaldo da ONU para mediação em litígio com Guiana

Líder chavista pediu que as Nações Unidas iniciem o mais rápido possível uma comissão para intermediar o conflito pelo Essequibo

O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 17h25

NOVA YORK - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reuniu-se nesta terça-feira, 28, com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e acusou o presidente da Guiana, David Granger, de provocar a Venezuela no impasse sobre a soberania do Essequibo - território rico em petróleo no país vizinho reivindicado pela Venezuela. O líder chavista pediu que a ONU inicie o mais rápido possível uma comissão para intermediar o conflito bilateral pelo Essequibo.

Maduro afirmou que Ban aceitou sua proposta e se comprometeu a ativar uma comissão imediatamente, cuja primeira missão será visitar a Venezuela e  Guiana, com o objetivo de impulsionar uma resolução para a discórdia.

O presidente venezuelano, que considerou a reunião muito frutífera, disse ter insistido com Ban sobre a necessidade de uma diplomacia de pa" e de continuar canalizando todos os assuntos pendentes  sobre o Essequibo por meio do Acordo de Genebra, selado em 1966. Esse pacto estabelece uma série de passos para a resolução do conflito territorial que até hoje não foram cumpridos.

Venezuela e Guiana reivindicam a posse do Essequibo, um território de 160 mil quilômetros quadrados rico em recursos naturais, assim como suas águas.

A discórdia entre os dois países cresceu depois que, em maio, a companhia petrolífera americana Exxon Mobil descobriu uma jazida em águas que supostamente estão na região do litígio. Maduro respondeu emitindo um decreto que, segundo a Guiana, modifica as fronteiras já estabelecidas com um laudo arbitral.

Segundo Maduro, o chefe da ONU propôs hoje uma possível reunião com o presidente Granger em setembro, na Assembleia-Geral da ONU, quando será celebrado o aniversário de 70 anos das Nações Unidas.

Maduro lembrou que na última Cúpula do Mercosul foi acordado propor uma reunião de presidentes da Unasul, da qual fazem parte tanto Venezuela como a Guiana, para tratar o conflito. No entanto, disse que foi informado extraoficialmente que o presidente Granger se nega a comparecer a essa possível reunião.

O presidente venezuelano acusou Granger tomar decisões graves contra o previsto no acordo de 1966 e de encher de tensão as relações entre Guiana e Venezuela e as relações do Caribe, que vêm transcorrendo em paz e tranquilidade.Ainda segundo Maduro, a Exxon Mobil é o fator perturbador principal que levou as relações a esta máxima tensão. / EFE

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