Rodrigo Buendia /AFP
Rodrigo Buendia /AFP

Maduro chega a Quito para discutir crise na fronteira com Santos

Chego com a maior vontade de promover a paz, com propostas concretas, diz líder chavista; colombiano mantém ceticismo 

O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2015 | 15h48

QUITO - presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, chegaram na tarde desta segunda-feira, 21, a Quito, capital do Equador, para uma reunião intermediada pela União de Nações sul-americanas (Unasul)e a Comunidade dos Estados da América Latina e Caribe (Celac)que tem como objetivo pôr fim à crise na fronteira entre os dois países. A passagem nos Estados de Zulia e Táchira foi fechada pelo governo chavista no mês passado, sob acusações de contrabando e conspirações de paramilitares de direita. 

"Chego com a maior vontade de promover a paz, com propostas concretas. Ou ganhamos a paz ou ganhamos a paz", disse Maduro ao desembarcar no Aeroporto de Quito. "Devemos construir uma fronteira de paz e proporei ao presidente Santos soluções concretas para um pacto de convivência, respeito, igualdade e paz."   

Santos chegou a Quito pouco depois de Maduro, mas não deu declarações. Participam da reunião os presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Uruguai, Tabaré Vasquez. Ontem, Santos disse que participaria do encontro com a melhor intenção, mas sem grandes expectativas. O líder colombiano viaja acompanhado da chanceler María Ángela Holguín e do ministro da Defesa, Luis Carlos Villega.

Mais cedo no domingo, o povo indígena Wayuu, que vive em uma área ancestral na fronteira entre os dois países, acusou a guarda nacional venezuelana de matar dois de seus membros. O Exército colombiano informou na sexta-feira que cerca de 15 membros das Forças Armadas venezuelanas cruzaram para a Colômbia, onde dispararam tiros e queimaram uma motocicleta. / EFE

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