EFE/Prensa Miraflores
EFE/Prensa Miraflores

Maduro eleva preço da gasolina em 41 cidades fronteiriças com a Colômbia

Medida integra pacote de ações para reduzir contrabando de combustível que, segundo o presidente, causa prejuízos estimados em US$ 18 milhões à estatal PDVSA; segunda etapa do plano elevará preço em toda a fronteira e, última fase, consolidará em todo o país

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2018 | 01h43
Atualizado 31 Agosto 2018 | 12h41

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira, 30, o aumento do preço da gasolina vendida em 41 municípios fronteiriços com a Colômbia. A medida integra um pacote de alterações na política de combustíveis divulgada há duas semanas. Segundo o mandatário, a nova tarifa ajudará a reduzir o contrabando de gasolina na região.

"Colocarei um preço superior ao da gasolina vendida na Colômbia em toda a fronteira. Já chega de roubos", disse Maduro, sem detalhar os novos valores. Segundo ele, a medida entrará em vigor a partir da próxima terça-feira, 4. 

No último dia 13, o presidente anunciou que aumentaria o preço da gasolina como forma de reduzir o contrabando do combustível, que é comprado a preço subsidiado na Venezuela e revendido a preço internacional na Colômbia e no Caribe.

À época, Maduro afirmou que a estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) calcula prejuízo de US$ 18 milhões tanto pela revenda ilegal quanto pela política de subsídios, que barateia a gasolina nos postos e eleva a diferença entre os custos de produção e venda do combustível.

Inicialmente, apenas 41 municípios serão afetados pela nova precificação. A segunda etapa estenderá a mudança a todas as cidades fronteiriças e, por fim, a última fase consolidará o valor em todo o país.

Nos próximos dias, Maduro também planeja detalhar um novo plano de preços de hidrocarbonetos e subsídios à gasolina aos cidadãos que possuem a "Carteira da Pátria", documento de identificação do governo chavista.

O aumento do preço da gasolina é parte de um pacote de medidas conduzidas pela Venezuela para garantir a "recuperação, crescimento e prosperidade econômicas" do país, que atualmente enfrenta a escassez de produtos básicos e uma inflação prevista de 1.000.000%, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Tema espinhoso

O preço da gasolina da Venezuela, a mais barata do mundo, é um tema muito delicado desde 1989, quando houve uma revolta popular - conhecida como Caracazo - depois de um aumento ordenado pelo então presidente Carlos Andrés Pérez. 

Pelo menos 300 pessoas morreram nos distúrbios e nos confrontos entre policiais e civis./ASSOCIATED PRESS

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