Miraflores Palace/Handout via REUTERS
Miraflores Palace/Handout via REUTERS

Maduro elevará preço da gasolina a níveis internacionais para combater contrabando

Nicolás Maduro anunciou que medida busca reduzir os prejuízos causados à estatal Petróleos da Venezuela; preço continuará subsidiado para quem apresentar documento de identificação do governo

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2018 | 02h07

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira, 13, que irá elevar o preço da gasolina a níveis internacionais. A medida busca reduzir os prejuízos causados pelo contrabando do combustível, atualmente subsidiado pelo governo.

De acordo com Maduro, criminosos compram a gasolina na Venezuela e revendem a preços internacionais na Colômbia e em países vizinhos. Segundo o presidente, o contrabando causa "milhões" em prejuízos.

"Espero que em dois anos, no máximo, tenhamos resolvido essa deformidade", disse Maduro, em discurso televisionado. "A gasolina e os hidrocarbonetos devem ser colocados a um preço internacional para que se acabe o contrabando à Colômbia e aos países do Caribe".

Maduro indicou que apresentará nos próximos dias os detalhes do novo esquema de preços e também um novo subsídio que estará vigente no país pelos próximos dois anos, período no qual espera superar a crise econômica.

O presidente disse ainda que a estatal Petróleos da Venezuela perdeu "milhares de dólares por ano" pela diferença entre os custos de produção da gasolina e o preço do combustível na bomba. Além disso, a empresa sofreu "prejuízos de US$ 18 milhões" com o contrabando.

O combustível continuará subsidiado àqueles que apresentarem o cartão de identificação emitido pelo governo, garantiu Maduro. O chamado "cartão da pátria", no entanto, é rejeitado por opositores do presidente.

A medida é parte do plano do governo venezuelano para contornar os impactos da crise econômica que afeta o país. Na próxima segunda-feira, 20, Maduro planeja colocar em vigor uma reforma monetária que planeja eliminar cinco zeros das notas de bolívar para reduzir inflação, estimada em mais de 1.000.000% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional. //REUTERS, ASSOCIATED PRESS

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