Maduro era a opção com menos rejeição

Cenário: Roberto Lameirinhas

O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2012 | 02h07

Fechar fissuras internas e tentar assegurar que sua revolução bolivariana sobreviva a ele mesmo são os objetivos imediatos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, nesta que parece ser a fase mais complicada de seu tratamento.

A escolha de Nicolás Maduro como seu sucessor deve-se ao fato de as demais opções - principalmente, o ex-vice-presidente Elías Jaua e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello - terem uma rejeição maior nas bases chavistas. O primeiro é considerado um líder pouco carismático, levando-se em conta o poder de sedução que Chávez sempre exerceu sobre a camada mais pobre da população. O segundo, que acompanhou Chávez na fracassada tentativa de golpe de Estado de 1992 contra Carlos Andrés Pérez, é tido, mesmo entre os chavistas, como excessivamente ambicioso.

Os apelos explícitos feitos por Chávez no seu discurso de sábado à noite, no qual pediu "unidade, unidade e unidade", decorre do risco da desintegração do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). A maior parte dos analistas venezuelanos estima que o movimento chavista tem possibilidade reduzida de obter, nas urnas, o mesmo sucesso de Chávez - que venceu oito das nove eleições que disputou.

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