REUTERS/Miraflores Palace
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Maduro fecha fronteira com Colômbia após confronto com contrabandistas

Conflito aconteceu quando militares interceptaram o grupo com mercadorias que seriam levadas ao país vizinho; quatro pessoas ficaram feridas

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 09h27

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou na madrugada desta quinta-feira, 20, o fechamento da fronteira com a Colômbia por 72 horas depois que três membros da força armada venezuelana e um civil ficaram feridos em um confronto com supostos contrabandistas.

"Dei instruções de fechar a fronteira com a Colômbia em San Antonio del Táchira e em Ureña imediatamente por 72 horas", anunciou Maduro em um contato telefônico com o programa de televisão do presidente do parlamento, Diosdado Cabello.

Maduro também disse que deu instruções ao ministro do Interior, Gustavo González López, e ao ministro da Defesa, Vladimir Padriño, para executar na região um esquema especial de segurança que o governo venezuelano chama de Operação de Libertação do Povo (OLP).

O ataque ocorreu aproximadamente às 16h30 (horário local, 18h de Brasília) da quarta-feira, quando os militares interceptaram um suposto grupo de contrabandistas com "uma carga de mercadorias pronta para ser levada à Colômbia", segundo informou à televisão estatal VTV o governador de Táchira, José Vielma Mora.

“As máfias paramilitares têm muitos interesses econômicos e atacam nesse momento. Eles distribuem panfletos contra o exército venezuelano”, declarou o governador de Táchira, José Vielma, ao canal Globovisión.

As vítimas apresentam ferimentos "de gravidade" e são atendidas no Hospital Militar de Táchira, acrescentou Maduro. Ele garantiu que os responsáveis pelo ataque "estão sendo procurados até debaixo das pedras" pelas autoridades venezuelanas.

Os dois países compartilham uma fronteira de 2.219 km na qual existe uma forte atividade de contrabando de todo tipo de produtos, sobretudo da Venezuela rumo à Colômbia, em razão da grande diferença de preços entre ambos, o que deixa amplas margens de lucro, principalmente no caso do combustível. /EFE e AFP

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