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Maduro festeja acordo para alta do petróleo

Venezuela atravessa uma grave crise econômica resultada pela escassez de divisas, agravada pela queda no preço do barril

O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2016 | 19h56

CARACAS-   presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comemorou na quarta-feira, o acordo fechado na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a produção da commodity e, assim, aumentar seu preço no mercado internacional. A Venezuela atravessa uma grave crise econômica resultada pela escassez de divisas, agravada pela queda no preço do petróleo. 

“Felicito e agradeço a nossos sócios na Opep por esse importante acordo para estabilizar o mercado”, escreveu Maduro em sua conta no Twitter.  “Esse acordo coroa dois anos de esforços para estabilizar os mercardos, com preços justos, realistas e estáveis.”

O Ministro do Petróleo Eulogio Del Pino, presente nas negociações em Viena, destacou o papel da Venezuela no acordo, que envolveu uma ofensiva diplomática junto aos países-membros da entidade. 

“Hoje vemos o resultado de uma grande jornada de trabalho da Venezuela na defesa do preço justo do petróleo”, afirmou o ministro, também em sua conta no Twitter. 

A Opep diminuirá sua produção em 1,2 milhões de barris por dia, segundo o acordo de Viena. A primeira decisão do tipo em oito anos provocou um aumento dos preços do barril. O pacto também incluiu um corte na produção de outros países que não fazem parte do cartel,como a Rússia, do presidente Vladimir Putin, que vai diminuir a produção diária em 300 mil barris. 

A cesta do petróleo venezuelano fechou cotada a US$ 42, uma alta de cerca de 10% em relação à data anterior ao acordo de Viena. Durante a maior parte do governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013), o preço do barril frequentemente esteve cotado acima dos US$100. /EFE

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