Maduro lança ofensiva contra opositores que vivem em Miami

Maduro lança ofensiva contra opositores que vivem em Miami

Presidente afirma que venezuelanos que pediram aos EUA para reconhecerem país sul-americano como 'narcoestado' são 'traidores'

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 08h12


CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu na segunda-feira 2 que os opositores venezuelanos que vivem em Miami, nos EUA, sejam identificados, com nome e sobrenome, e tenham seus rostos exibidos em rede nacional de rádio e televisão, pois supostamente pedem que o governo americano declare o país sul-americano como um "narcoestado" e imponha sanções contra seus funcionários.

"Acabo de ver um comunicado de uma organização da MUD (Mesa da Unidade Democrática, a coligação de oposição ao governo) da direita em Miami, onde pedem mais sanções contra a Venezuela, que o país seja declarado como um 'narcoestado' e os EUA adotem uma política para enfrentar a Venezuela como um 'narcoestado'", disse Maduro.

O presidente pediu ao Judiciário, durante um ato com militantes de seu grupo político, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Caracas, que acione "todo o poder da pátria" para defender sua soberania diante dos opositores residentes em Miami.

"Não pode haver impunidade, é preciso ver quem assina esse comunicado, é preciso buscá-los, com nome e sobrenome, mostrar suas caras em rede nacional porque propor a intervenção de outro país é uma alta traição à pátria", disse.

Sanções. Mais cedo, durante um evento de inauguração do ano judicial 2015 na sede da Suprema Corte venezuelana, Maduro pediu ao máximo tribunal que promova um debate entre instituições jurídicas da região para apresentar aos povos e magistrados do mundo "a denúncia das pretensas sanções" contra funcionários venezuelanos, anunciada por Washington.

"Estamos enviando uma clara mensagem aos que violam os direitos humanos, àqueles que se aproveitam da corrupção pública e a suas famílias, que não são bem-vindos nos EUA", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki, em um breve comunicado.

Em dezembro do ano passado, o presidente americano, Barack Obama, assinou uma lei aprovada pelo Congresso com sanções que incluem o congelamento de ativos e a proibição para emissão de vistos para funcionários do governo venezuelano vinculados com a violência e a repressão nas manifestações estudantis de fevereiro de 2014, que terminaram com um saldo oficial de 43 mortos e centenas de feridos. /EFE

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