EFE/Martial Trezzini
EFE/Martial Trezzini

Após prisões, Maduro diz que não aceitará 'emboscada imperialista'

Em Genebra, venezuelano fez alertas diante da prisão de seus dois sobrinhos pelos EUA, acusados de transportar droga 

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 15h26

GENEBRA – Um dia depois da prisão de dois sobrinhos de sua mulher, Cilia Flores, sob acusação de tráfico de drogas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mandou um recado aos EUA: "Não vamos aceitar ataques e emboscadas imperialistas" , disse ele em um discurso na ONU, em Genebra, nesta quinta-feira. 

Maduro apontou que a proximidade das eleições no dia 6 de dezembro fez "aumentar a tensão" com os EUA. "O chefe do Comando Sul dos EUA disse que a Venezuela vai implodir", disse. "Isso não é só uma declaração. São ameaças, são mandatos para atacar. Só podemos nos defender com a verdade", disse. 

Maduro se recusou a responder perguntas sobre seus parentes e sua mulher se manteve em silêncio quando foi questionada por jornalistas. Mas, num discurso repleto de mensagens, Maduro fez os alertas. "A nação seguirá seu curso", disse. "Nem ataques nem emboscadas imperialistas podem afetar o povo dos libertadores", insistiu. 

Na quarta-feira, autoridades americanas detiveram os dois rapazes acusados de tentar transportar 800 quilos de cocaína do Haiti para os Estados Unidos, informou o diário Wall Street Journal

Hoje, Maduro atacou os EUA. "Hoje, enfrentamos um assédio permanente e fomos alvo de um golpe por parte dos EUA", disse. "Mas nenhum império será eterno, por mais poderoso que seja. Quem acusa é porque ocultam os males sociais por baixo do tapete", afirmou.

Segundo ele, quem hoje promove o assédio são "os mesmos que derrocaram governos pelo mundo". "São grupos muito fortes, com apoio financeiro e até de partes da ONU", insistiu.

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