Maduro muda chanceler e diz que Chávez governa

Em breve discurso na Assembleia Nacional, vice-presidente diz que líder boliviariano está consciente em Cuba e sabe da situação política do país

CARACAS, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2013 | 02h01

O ex-vice presidente venezuelano Elías Jaua foi nomeado ontem o novo chanceler da Venezuela. Ele substituirá o vice-presidente Nicolás Maduro, que acumulava as duas funções desde outubro. O anúncio foi feito por Maduro em um breve discurso de dez minutos sobre a situação do país diante da Assembleia Nacional.

Segundo Maduro, a nomeação partiu do próprio presidente Hugo Chávez. "O presidente acabou de designar o companheiro Elias Jaua como o novo chanceler", disse o atual vice-presidente. Chávez, que se recupera há 35 dias da quarta cirurgia contra um câncer pélvico, não aparece em público desde que viajou para a capital cubana.

No discurso de ontem, Maduro defendeu a opção de Chávez em governar de uma cama de hospital em Havana e garantiu que o governo segue a Constituição. Ainda de acordo com Maduro, Chávez tem sido atualizado lentamente de assuntos de governo. Ele teria sido informado por ministros que o visitaram em Havana, na segunda-feira, de como andam projetos de suas respectivas áreas.

"O comandante (Chávez) está se recuperando e isso nos enche de felicidade, do ponto de vista humano e pátrio", disse Maduro, que se encontrou ontem com o líder opositor, Henrique Capriles. "A verdade é que ele está lutando. Encontramos com ele ontem e o atualizamos de como o povo está avançando e o governo está consolidando os passos do poder popular nessa nova etapa da revolução."

Chávez perguntou aos ministros detalhes de cada área. Maduro voltou de Cuba ontem com os ministros do Petróleo do país, Rafael Ramírez, da Tecnologia, Jorge Arreaza, além do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e da procuradora-geral, Cilia Flores.

Após ser anunciado como novo chanceler, Jaua disse que sua tarefa será defender a estabilidade política da Venezuela. "Faremos isso internacionalmente e internamente também", declarou. / AFP e REUTERS

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