Maduro nega venda de filial da PDVSA

Maduro nega venda de filial da PDVSA

Negociação da petroleira venezuelana nos EUA tinha sido confirmada em agosto

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2014 | 02h04

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou na terça-feira em Nova York, onde participa da Assembleia-Geral da ONU, que a Petróleos de Venezuela (PDVSA) - estatal que controla a produção, o processamento e a distribuição do insumo no país - não venderá a Citgo, filial da empresa venezuelana nos EUA.

A declaração contraria informações do ex-ministro de Petróleo e Mineração e agora chanceler venezuelano, Rafael Ramírez. No início de agosto, ele afirmou que a PDVSA esperava uma oferta "conveniente a seus interesses" para vender a Citgo. A venda da filial, que conta com refinarias e uma vasta rede de oleodutos, terminais e postos de combustíveis nos EUA, era cogitada também pelo setor industrial.

"Nosso plano com a Citgo é fortalecê-la cada vez mais, fazer as alianças necessárias para reforçar cada vez mais esse investimento da Venezuela nos EUA", afirmou Maduro em um auditório no bairro do Bronx, onde a empresa venezuelana mantém um programa social que distribui combustível para comunidades pobres usarem em calefação.

De acordo com Maduro, cerca de 150 mil famílias se beneficiam dessa distribuição nos EUA. "Por isso (Hugo) Chávez ganhou o céu. Chávez conseguiu estar do lado de nosso Cristo Redentor porque foi um verdadeiro cristão. Vinte e cinco Estados têm o programa da Citgo. Tomara que cheguemos aos 50 Estados, para fortalecer os laços humanos."

"Os únicos antiamericanos que existem são as elites que mandaram seus jovens à guerra. Nós não fomos nem seremos antiamericanos. Somo anti-imperialistas, anticolonialistas", disse Maduro.

Fontes afirmaram recentemente à agência Reuters que a PDVSA buscava ofertas preliminares, até o fim deste mês, para a venda dos ativos da Citgo, que estariam avaliados em até US$ 10 bilhões.

As três refinarias da Citgo - nos Estados de Illinois, Luisiana e Texas - têm uma capacidade combinada de processar 749 mil barris de petróleo por dia. As instalações da empresa contam com 48 terminais de transporte do insumo. O governo venezuelano nega há anos a intenção de vender a filial da PDVSA nos EUA.

Risco de escassez. Dois dias depois de a empresa Polar afirmar que a produção de farinha de milho está ameaçada em razão da alta do valor oficial da matéria-prima, a Associação dos Processadores de Leite da Venezuela afirmou ontem que o preço fixado pelo governo para o produto não cobrirá os custos totais da produção leiteira venezuelana. / REUTERS

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