Luis ROBAYO / AFP
Luis ROBAYO / AFP

Maduro ordena reabrir parte da fronteira com Colômbia

As relações entre os dois países, que compartilham 2.219 km de fronteira, estão rompidas desde 23 de fevereiro, após o presidente Iván Duque apoiar Guaidó em sua ofensiva contra Maduro

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 23h28

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira, 7,  que autorizou a reabertura da fronteira com a Colômbia no Estado de Táchira (oeste) a partir deste sábado, 8. 

"No exercício pleno da nossa soberania, ordenei a abertura dos postos na fronteira com a Colômbia no Estado de Táchira, a partir deste sábado", informou o dirigente em sua conta no Twitter.

Maduro não especificou se as pontes limítrofes serão liberadas para o transporte terrestre, proibido desde agosto de 2015, após dois militares venezuelanos serem feridos por supostos contrabandistas.

Um dos três viadutos, conhecido como Tienditas, está bloqueado por contêineres e ainda não foi inaugurado. 

Em outros pontos da fronteira, como Paraguachón, no Estado de Zulia, está autorizado apenas o trânsito de pedestres.

Maduro ordenou o fechamento total das fronteiras terrestres com Brasil e Colômbia em fevereiro, diante da anunciada entrada de doações dos Estados Unidos a pedido do líder opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país.

As Forças Armadas - consideradas a principal base de Maduro - bloquaram as pontes binacionais e impediram a entrada da ajuda humanitária, em meio a distúrbios que deixaram sete mortos.

No dia 10 de maio, Maduro já havia decidido pela reabertura da fronteira terrestre com o Brasil.

As relações entre Venezuela e Colômbia estão rompidas desde o dia 23 de fevereiro, após o presidente Iván Duque apoiar Guaidó em sua ofensiva contra Maduro. Os dois países têm uma fronteira comum de 2.219 km.

Numerosos venezuelanos cruzam diariamente a fronteira com a Colômbia por caminhos clandestinos para realizar compras na Colômbia, devido à profunda escassez de produtos básicos na Venezuela. / AFP 

 

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