Meridith Kohut/NYT
Meridith Kohut/NYT

Maduro pede à oposição 'cessar-fogo' e acordo humanitário

Presidente venezuelano se dirigiu a 'todas as forças políticas' e a 'todos os líderes', a quem pediu para "que sejam colocadas de lado as diferenças" e em prol de "um grande acordo humanitário para a saúde e a paz"

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2020 | 21h49

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apelou nesta terça-feira, 28, à oposição para que aceite um "cessar-fogo", em referência aos constantes confrontos entre seus integrantes e os governistas, e chegue a um acordo humanitário que favoreça o trabalho médico para evitar a expansão da covid-19 no país.

"Continuo a ratificar meu apelo para um acordo humanitário para que sejam tomadas medidas de apoio à luta da Venezuela contra o coronavírus nesta fase e nas que virão. Continuo ratificando a você, líder, chefe da oposição (...) a todos, vamos a um cessar-fogo", disse Maduro em reunião com o comitê governamental encarregado de gerenciar a luta contra a pandemia no país.

Maduro se dirigiu a todas as forças políticas - "grandes, médias e pequenas" - e a "todos os líderes", incluindo os "mais oposicionistas", a quem pediu para "que sejam colocadas de lado as diferenças" e em prol de "um grande acordo humanitário para a saúde e a paz".

O presidente venezuelano encarregou o vice-presidente e ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez, para que sejam feitos esses contatos e disse esperar que "possa haver muito boas notícias nos próximos dias".

Maduro também enviou uma mensagem aos EUA e negou ter recusado qualquer ajuda do país.

"Se quiser doar à Venezuela, governo dos EUA, aprovado. Com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), tudo o que quiser", disse.

Por outro lado, o líder venezuelano critixcou o governo de Donald Trump por ter "ousadia de dizer que (os EUA) são os maiores doadores de ajuda para a Venezuela" e perguntou "onde" o recurso foi aplicado, porque esse apoio, segundo ele, "ainda não chegou". /EFE

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