AP Photo/Ariana Cubillos, File
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Maduro pede ajuda a papa para tirar crianças de 'protestos violentos'

Presidente solicitou ao papa sua 'intermediação' com a oposição para 'manter meninos, meninas e adolescentes à margem de mobilizações violentas que vêm acontecendo no país'

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 22h01

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou nesta terça-feira, 13, uma carta ao papa Francisco, na qual ele pede ao pontífice para atuar com a oposição, buscando evitar a presença de menores em protestos "violentos" contra o governo.

"É um crime imperdoável. Por isso, peço ao papa Francisco que nos ajude (...). Oxalá em breve nos responda", disse Maduro durante um ato militar transmitido pela TV estatal VTV.

O presidente solicitou ao papa sua "intermediação" com a oposição para "manter meninos, meninas e adolescentes à margem de mobilizações violentas que vêm acontecendo no país", disse o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas. O ministro entregou a carta ao núncio apostólico na Venezuela, Aldo Giordano.

Em seu discurso, Maduro citou o caso de Neomar Lander, de 17 anos, que morreu no dia 7 durante uma manifestação da oposição em Caracas. Segundo o presidente, "um jovem desta idade deveria estar estudando e fazendo esporte". 

Segundo a versão do governo, o jovem morreu ao manipular um artefato explosivo, fato que, por si só - ressaltou Villegas - expunha o rapaz à morte, ou a se tornar um "criminoso". O Ministério Público ainda investiga o episódio.

Ernesto Villegas disse acreditar que o papa "possa intermediar e pôr sua voz, a da Igreja católica, em favor" do pedido feito por Maduro. / AFP

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