Maduro pede defesa do chavismo

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo nesta segunda-feira para que se combata de forma pacífica, nas ruas do país, as campanhas nacionais e internacionais contra a memória do falecido presidente Hugo Chávez e pediu que sejam enfrentados supostos planos de sabotagem que estariam sendo promovidos para afetar o sistema elétrico do país e a distribuição de alimentos.

AE, Agência Estado

25 de março de 2013 | 19h53

"Chamamos o povo às ruas, em todos os Estados (...), para defender a memória e reputação de nosso comandante Hugo Chávez", disse Maduro ao denunciar em um ato público uma suposta "campanha nacional e internacional para assassinar moralmente" o governante, morto em 5 de março depois de uma luta de quase dois anos contra um câncer.

O presidente interino afirmou que setores contrários ao governo estão promovendo um "plano desestabilizador", mas não entrou em detalhes sobre os casos de sabotagem e nem disse quem estaria envolvido nos supostos planos desestabilizadores.

As denúncias de Maduro coincidem com uma série de reclamações que estão sendo feitas nos últimos dias pelos veículos de comunicação venezuelanos. Diversas empresas dos setores de alimentos, manufatura e saúde, alertaram para um risco de paralisação provocado pela falta de moeda estrangeira, já que o câmbio no país é controlado pelo governo, para realizar importações de matérias-primas e insumos necessários para suas operações.

Nos últimos meses intensificou-se a escassez de alguns alimentos básicos como farinha de trigo, açúcar, café, leite em pó, frango, medicamentos, produtos de higiene pessoal e máquinas e peças. O governo acusou as empresas privadas de estarem armazenando os produtos de forma irregular para o desabastecimento de alguns bens relacionados com a diminuição das importações, causada pela redução das entregas de moedas oficiais.

O país enfrenta essas dificuldades econômicas pouco tempo antes da abertura oficial campanha eleitoral para presidência. A campanha terá início em 2 de abril e se estenderá até o dia 11. As eleições presidenciais estão marcadas para 14 de abril. As informações são da Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
VenezuelaMaduro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.