LUIS ROBAYO / AFP
LUIS ROBAYO / AFP

Maduro pede em carta ajuda à Opep contra sanções dos EUA

O presidente escreve que o país trava uma luta 'contra a intrusão legal e arbitrária' dos americanos nos assuntos internos da Venezuela

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2019 | 15h21

MOSCOU/LONDRES - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tentou conseguir o apoio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) contra as sanções impostas à indústria do petróleo venezuelano pelos Estados Unidos, citando os impactos que as penas têm sobre os preços da commodity e riscos potenciais para outros membros do grupo.

“Nosso país espera receber a solidariedade e apoio total dos países-membros da Opep e de sua conferência ministerial na luta que travamos atualmente contra a intrusão ilegal e arbitrária dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela”, escreveu Maduro em carta endereçada ao secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, datada de 29 de janeiro, à qual a agênica Reuters teve acesso. “(Busco) seu firme apoio e colaboração para, conjuntamente, denunciar e enfrentar essa despossessão desavergonhada... de ativos importantes dos membros da Opep.”

Uma fonte familiarizada com a situação disse que a Opep, da qual a Venezuela é uma das fundadoras, se recusou a fazer qualquer comunicado formal. A Opep disse que está preocupada com petróleo, não com política.

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Protestos foram convocados pela oposição e receberam apoio dos Estados Unidos.

Mais de 40 países, incluindo os EUA, potências europeias e a maioria da América Latina reconheceram o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como chefe de Estado legítimo da Venezuela, após eleições contestadas no ano passado.

A Opep tende a evitar disputas políticas envolvendo membros individuais. No ano passado recusou um pedido do Irã por uma discussão sobre sanções impostas pelos EUA durante uma reunião.

A Venezuela, que já foi um dos três principais produtores da Opep, tem registrado uma produção em declínio por anos após o colapso da economia do país. Ao lado da Líbia e do Irã, o país foi excluído do mais recente corte de fornecimento promovido pela Opep. / REUTERS

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