EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Maduro pede encontro com Trump em entrevista transmitida em canal de TV dos EUA

O líder chavista quer um encontro "cara a cara" com o republicano para falar sobre a política externa americana e fazer negociações; governo americano não reconhece o segundo mandato do venezuelano

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 13h20

MIAMI - Em mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o venezuelano Nicolás Maduro disse na noite de quinta-feira 17 que seu governo é composto por "gente com quem se pode falar e negociar", abrindo a porta para um diálogo com o americano. A fala do presidente da Venezuela foi transmitida em entrevista divulgada pela rede de televisão americana Univisión.

"Sei que somos pessoas muito diferentes, presidente Trump. Somos países diferentes, mas estamos no mesmo hemisfério (...) e, cedo ou tarde, seremos obrigados a falar, a nos entender", afirmou Maduro em um trecho da entrevista à jornalista María Elvira Salazar, na Venezuela. 

"Tomara que haja a oportunidade de um diálogo franco, direto, cara a cara, para que você veja que não é o que dizem a você nos informes, que nós somos de verdade e somos gente com quem se pode falar e negociar, entender e concordar. Essa seria a mensagem que eu gostaria de transmitir ao presidente Donald Trump", acrescentou. Em 10 de janeiro, o presidente venezuelano assumiu um segundo mandato de seis anos não reconhecido pela oposição e por vários países.

"Tenho uma visão de que você herdou erros das administrações anteriores, incluindo o governo Obama, erros na política externa para a América Latina, e que há uma ideologização da política externa americana contra a Venezuela", acrescentou Maduro na mesma mensagem. "Podemos falar de todos esses temas", continuou, estendendo o convite ao secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para que vá à Venezuela. 

Nos últimos dias, em diferentes oportunidades, Washington deu seu "firme apoio" à Assembleia Nacional, considerada pelos Estados Unidos como "único corpo democrático legítimo" na Venezuela, nas palavras do vice-presidente Mike Pence. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.