Miguel Gutiérrez / EFE
Miguel Gutiérrez / EFE

Maduro pede plano de implantação permanente de militares na Venezuela

Presidente venezuelano disse que EUA e Colômbia estão traçando ‘planos de guerra’ contra o país e defendeu que sejam mobilizados ‘ os tanques da República, os mísseis da República, os soldados da República’

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2019 | 05h38

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta sexta-feira, 15, aos líderes militares a criação de um "plano especial de implantação permanente” das Forças Armadas para "defender a nação". No encontro, ele afirmou que Estados Unidos e Colômbia estão traçando “planos de guerra” contra o país.  

"Vamos fazer um plano especial para a implantação permanente e adequação de força. Peço progressivamente, um plano para manter mobilizada a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) em defesa da nação", disse Maduro, em pronunciamento transmitido pela emissora de TV estatal "VTV".

O presidente não especificou detalhes sobre a operação do plano, mas ressaltou que a mobilização deverá contar com os “tanques da República, os mísseis da República, os soldados da República”, e que devem chegar a todo território venezuelano.

Sanções dos EUA

Também nesta sexta-feira, o departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra cinco funcionários da inteligência e segurança próximos a Maduro. As punições preveem o congelamento de bens nos EUA, a proibição de entrada no país e o veto de transações financeiras. Entre os alvos das sanções estão o titular do Serviço Bolivariano de Inteligência Militar (Sebin), Manuel Ricardo Cristopher Figuera; o primeiro comissário da Sebin, Hildemaro José Rodríguez Mucura; o comandante da Direção Geral de Contrainteligência Militar, Iván Rafael Hernández Dala; o diretor das Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional, Rafael Enrique Bastardo Mendoza; e o principal responsável da companhia Petróleos da Venezuela SA (Pdvsa), Manuel Salvador Quevedo Fernández. \ EFE

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