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Boris Vergara/Efe
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Maduro proíbe passeata da oposição em Caracas

Presidente da Venezuela culpou os opositores pela morte de sete pessoas durante os protestos de segunda-feira

Felipe Corazza, enviado especial a Caracas,

16 de abril de 2013 | 14h53

(Texto atualizado às 15h43) CARACAS - O presidente recém-eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta terça-feira, 16, que o governo não permitirá a realização de uma passeata convocada pela oposição para quarta-feira em Caracas e responsabilizou a oposição pelas sete mortes ocorridas nos protestos de segunda-feira.

"Agora estão planejando para amanhã uma marcha no centro de Caracas, a passeata não será permitida. Vocês não vão ao centro de Caracas enchê-lo de morte e sangue", declarou Maduro, segundo a agência France Press.

O herdeiro político de Chávez foi proclamado, na segunda-feira, o vencedor das eleições presidenciais de domingo. O candidato derrotado, Henrique Capriles, convocou então a passeata para que seus correligionários exijam do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que os votos sejam recontados. Maduro recebeu 50,75% dos votos e Capriles, 48,97%.

Os protestos que ocorreram segunda-feira provocaram a morte de pelo menos sete pessoas. Outras 61 pessoas ficaram feridas e 135 foram detidas. Comitês chavistas pelo interior do país foram queimados, como mostraram TVs locais.

"Vou fazer frente ao fascismo, à intolerância, com mão forte. Se querem me derrubar, venham até mim, estou aqui junto ao povo e à Força Armada", desafiou Maduro.

Mais cedo, enquanto Maduro participa da inauguração de um centro de saúde, Diosdado Cabello disse considerar os protestos da oposição como um processo de tentativa de golpe.

Aulas suspensas

A Universidade Central da Venezuela (UCV) suspendeu as aulas até a próxima segunda-feira (22). Segundo o jornal El Universal, a reitora da UCV, Cecilia García Arocha, anunciou a decisão em sua página do twitter dizendo que ações violentas estavam ocorrendo contra os estudantes de medicina. Em comunicado, a universidade citou ameaças a estudantes e danos à instituição, "pondo em risco a vida das pessoas".

Com informações da Associated Press

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