Maduro promete controlar crise econômica

Nos seis primeiros meses do ano, inflação na Venezuela chegou a 25%; governo acusa oposição de sabotagem

CARACAS, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2013 | 02h08

Em meio à alta de preços, escassez de dólares e desabastecimento, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu ontem um segundo semestre melhor para a economia do país. Eleito em abril por uma estreita margem de 1,5 ponto sobre o líder da oposição Henrique Capriles, Maduro disse também que será apenas o primeiro de uma série de "mil" presidentes chavistas que virão no futuro.

"O país vai melhorar muito no segundo semestre, pois vamos superar a sabotagem econômica (da oposição) e teremos um ano muito bom para as famílias venezuelanas", disse Maduro em um ato público no Estado de Apure, no oeste da Venezuela. "Vejam o dano que a burguesia apátrida e fascista fez à economia."

No acumulado dos primeiros meses do ano, a inflação venezuelana cresceu 25%. No primeiro semestre de 2012, o mesmo índice subiu 7,5%. Economistas críticos ao governo apontam a desvalorização de 32% do bolívar em relação ao dólar em fevereiro como um dos principais motivos que levaram à alta nos preços.

Henrique Capriles, que continua contestando os resultados da eleição, embarca nesta semana para o Chile, onde pediu para se reunir com o presidente Sebastián Piñera e com a candidata à presidência do país, Michele Bachelet. Quando visitou a Colômbia, em maio, o oposicionista foi recebido pelo presidente Juan Manuel Santos e provocou uma saia-justa diplomática entre Bogotá e Caracas.

Ontem, o líder da oposição voltou a criticar a Justiça eleitoral do país, que ainda não respondeu a seu pedido de impugnação da eleição. "A única coisa que pedimos é que impere a justiça na Venezuela", disse Capriles. "Já se passaram três meses e ainda não nos responderam."

Segundo o governador de Miranda, todo o trâmite jurídico pedido pela Justiça eleitoral foi cumprido. "Temos de protestar pacificamente", concluiu. / AFP e EFE

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