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Maduro promete não abandonar diálogo com oposição na Venezuela

Presidente diz que MUD está sendo pressionada e diz que diferenças são 'normais' no processo

O Estado de S. Paulo,

14 Maio 2014 | 08h26

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na madrugada desta quarta-feira, 14, que não abandonará a mesa de diálogo com a oposição e espera que o outro lado também não o faça. Segundo o presidente, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), tem recebido "grandes pressões" por aceitar dialogar com o chavismo.  

"Há muitas pressões para destruir os níveis básicos de diálogo que temos com a oposição política. Eu não vou deixar a mesa de diálogo e espero que eles também não o façam", disse o presidente durante seu programa de rádio "Em Contato com Maduro". "O fato de estar dialogando, debatendo, é um avanço democrático importante" e acrescentou que é "normal" que existam diferenças nos temas colocados sobre a mesa de discussão desde que o processo de diálogo foi iniciado no dia 10 de abril.

As declarações do presidente aconteceram horas depois que a MUD anunciou que o diálogo estava em crise e que voltaria a se reunir com o Executivo quando este demonstrar com ações sua disposição para conversar. Na avaliação do presidente, a aprovação de um tema proposto na mesa de debates não é automática. "Envio minha mensagem de boa vontade para seguir debatendo, seguir dialogando", reiterou Maduro.

O presidente disse ainda que o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolini, deve chegar ao país nos próximos dias para se juntar ao processo de diálogo. Maduro pediu ainda a construção de uma agenda nacional onde surjam acordos que favoreçam todo o país. "Espero que ninguém se deixe pressionar por fatores externos e não os obriguem a, mais uma vez, servir a interesses diferentes dos interesses do país", declarou.

Amanhã deve ocorrer a quarta reunião para o diálogo com a presença dos chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul), mas os representantes da MUD anunciaram que falarão com os ministros para deixá-los a par de quão "comprometido está o diálogo".

O governo e a oposição iniciaram um processo de diálogo no dia 10 de abril para tentar encontrar uma saída para a crise política gerada com o início dos protestos contra o Executivo no dia 12 de fevereiro. Algumas dessas manifestações terminaram com incidentes violentos que, até o momento, deixam um saldo oficial de 42 mortos e mais de 800 feridos. / EFE

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