Miraflores Palace/Handout via REUTERS
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Maduro prorroga vigência da nota de 100 bolívares e fechamento de fronteiras

Pelo menos até o dia 2 de janeiro as cédulas continuarão sendo aceitas em todo o país; passagens fronteiriças com Brasil e Colômbia, que reabririam neste domingo, permanecerão interrompidas

O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2016 | 22h43

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu neste sábado, 17, prorrogar a vigência da nota de 100 bolívares, cuja retirada de circulação há quase uma semana causou protestos, e o fechamento das fronteiras do país com Brasil e Colômbia até o dia 2 de janeiro.

"Decidi prorrogar a circulação da cédula de 100 e o fechamento das fronteiras até 2 de janeiro", anunciou o presidente, em uma reunião com funcionários do governo transmitida pela TV oficial. A medida foi tomada pelo chefe de Estado no meio de uma dura crise em razão da escassez de moeda, depois que no domingo passado ele anunciou que a nota seria retirada de circulação legal em 72 horas - prazo que terminou na quinta-feira.

Além disso, Maduro estendeu o fechamento das passagens fronteiriças, que deveria terminar no domingo, e foi implementado para evitar que as notas de 100 que tinham sido tiradas do país por grupos ilegais voltassem a circular.

As extensões anunciadas por Maduro neste sábado são uma resposta à suposta "sabotagem internacional" que atingem, segundo o mandatário, o carregamento com as novas notas de bolívar que deveriam ter chegado ao país - ele não especificou em que país elas são produzidas - e entrado em circulação na quinta-feira para enfrentar a escassez de dinheiro nos caixas eletrônicos do país.

Maduro afirmou que a Venezuela é vítima de um "ataque econômico" contra sua moeda nacional e, por isso, será preciso definir uma nova data para que as notas de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 bolívares, além da moedas de 10, 50 e 200 bolívares sejam disponibilizadas. "Vamos anunciar no fim de dezembro quantas notas (com os novos valores) já temos no país para romper o bloqueio que querem nos impor, para romper a perseguição e a sabotagem (à economia do país)", afirmou o presidente.

A suspensão da vigência das notas de 100 bolívares - atualmente, a de maior valor em circulação - agravou a crise econômica no país, provocado protestos em várias cidades, alguns marcados por episódios de violência e saques. / EFE e AFP

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