Maduro quer verba pública para política e mais poderes

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou ontem que pretende criar um "sistema de financiamento democrático" destinado a bancar atividades políticas de partidos e de cidadãos como parte de sua luta contra a corrupção. O chavista reafirmou que, também com o objetivo de combater irregularidades, quer ver aprovada uma Lei Habilitante - mecanismo que permite aos chefes do Executivo da Venezuela governar por decreto.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h05

Maduro afirmou que quer os superpoderes que, segundo a Constituição venezuelana, precisam da aprovação de três quintos dos deputados do país, para o estabelecimento de "leis rígidas que sirvam como normas pedagógicas e punitivas" para coibir a corrupção.

Segundo o jornal venezuelano El Nacional, falta ao governo um voto na Assembleia Nacional para conseguir a aprovação da Lei Habilitante. O presidente do Parlamento, o chavista Diosdado Cabello, disse que "toda a bancada revolucionária" - os 98 deputados do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e seus aliados - "apoiará a proposta". A oposição conta com 67 assentos na Casa.

"Nós temos de ir na direção de um sistema público de financiamento da atividade democrática dos cidadãos venezuelanos", disse Maduro durante um ato de seu partido, afirmando que o Estado regularia os recursos "da atividade política constitucional e legal dos cidadãos, dos partidos e dos movimentos políticos".

Maduro fez a proposta ao atacar a oposição por supostas irregularidades em seu financiamento, o que levou o chavismo, nesta semana, a acusar o partido Primeiro Justiça, de Henrique Capriles, de narcotráfico, lavagem de dinheiro, prostituição e tráfico de pessoas. / EFE e REUTERS

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