Maduro reage a críticas de Santos e o acusa de ofensas e desrespeito

Maduro reage a críticas de Santos e o acusa de ofensas e desrespeito

Apesar da retórica agressiva, chavista disse estar obrigado a falar com presidente colombiano para solucionar a crise na fronteira

O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2015 | 11h59

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou o colombiano, Juan Manuel Santos, em discurso na madrugada desta quinta-feira, 10. O líder chavista acusou Santos de fazer "as piores ofensas da historiada Venezuela. Apesar disso, Maduro disse estar obrigado a falar com ele para solucionar a crise na fronteira.

"Acredito que o senhor cometeu um erro muito grave que é desrespeitar o presidente da Venezuela, mas mesmo assim, apesar de suas ofensas, eu como presidente da Venezuela estou obrigado a falar com o senhor e a resolver pela via do diálogo estes assuntos", afirmou Maduro em um discurso transmitido do Palácio de Miraflores."O presidente Santos emitiu hoje as piores ofensas contra a história da Venezuela, contra a revolução constitucional, legitima e popular bolivariana da Venezuela, contra o presidente da Venezuela, contra o povo da Venezuela, que jamais se tinha emitido da boca de um presidente da República da Colômbia em toda a história, em 200 anos."

O presidente colombiano tinha afirmado horas antes que a revolução bolivariana da Venezuela "está se autodestruindo" e é a causa dos problemas do país vizinho.

No que foi sua mais dura resposta a Maduro desde que está no governo, Santos criticou os argumentos de seu colega venezuelano para fechar a fronteira e tirar colombianos assentados no fronteiriço estado de Táchira, que superam os 20 mil entre expulsos da Venezuela e os que saíram por conta própria, segundo números da ONU.

"O fechamento da fronteira com a Venezuela não é culpa da Colômbia. E a cada dia está mais claro que obedece a outros interesses", declarou Santos sobre a explicação de Maduro que essa medida faz parte de uma campanha para combater o contrabando e supostos paramilitares que operam na região. /EFE

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