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Maduro reduz racionamento de energia em todo o país, menos na capital

Medida vida atenuar o baixo nível dos principais açudes para a geração de energia hidrelétrica

O Estado de S. Paulo

19 Maio 2016 | 12h56

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quarta-feira a redução do racionamento de energia em todo território venezuelano, com exceção de Caracas, como uma das medidas para atenuar o baixo nível dos principais açudes para a geração de energia hidrelétrica.

Maduro disse ter "salvado El Guri", a principal represa do país, ao implementar medidas como o plano de administração de carga elétrica, redução da jornada de trabalho de alguns funcionários públicos para apenas dois dias por semana, decretar as sextas-feiras como feriado estudantil e mudar o fuso horário.

O presidente indicou que a Venezuela é o país sul-americano com maior demanda de elétrica residencial e anunciou "a troca de aparelhos de alto consumo" por outros de baixo consumo. Com a medida, estima-se uma economia de 2 mil a 3 mil megawatts.

"Vou fazer o investimento completo para que possamos trocá-lo rapidamente (...). Espero o quanto antes poder suspender as medidas de administração de carga", ressaltou Maduro, ao mesmo tempo em que pediu a "máxima consciência" aos venezuelanos.

Segundo o chavista, com a mudança de lâmpadas de alto consumo por modelos econômicos nos últimos anos foram economizados 2 mil megawatts.

Durante uma transmissão obrigatória de rádio e televisão, Maduro felicitou o ministro da Energia Elétrica, Luís Motta Domínguez, que detalhou que o racionamento passará de três para quatro horas diárias e se limitará, após as queixas de muitos usuários, a um horário entre 7h e 22h. O novo horário de administração de cargas será divulgado na imprensa nacional durante o próximo fim de semana, disse Motta.

O também presidente da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) indicou que as medidas descritas por Maduro e implementadas progressivamente desde o início do ano contribuíram com uma economia de 2,4 mil megawatts.

Além disso, Motta denunciou uma suposta sabotagem ao sistema elétrico no Estado de Zulia, no oeste do país, onde 10 pessoas teriam sido detidas. "Antipatrióticos destamparam o tanque de óleo (...) derramando 13 mil litros", publicou mais cedo em sua conta no Twitter. /EFE

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