REUTERS/Jorge Silva
REUTERS/Jorge Silva

Maduro reduz semana útil de 5 para 4 dias visando combater crise provocada pela seca

Presidente da Venezuela estabeleceu que todas as sextas-feiras serão ‘dias não laborais’ durante os meses de abril e maio, mas não detalhou se medida abrangerá os setores público e privado

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2016 | 09h17

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reduziu na quarta-feira os dias úteis da semana de trabalho no país de cinco para quatro, uma medida que faz parte de um plano de dois meses para atender à emergência nacional ocasionada pela seca.

Maduro estabeleceu, por meio de um decreto presidencial que será publicado nesta quinta-feira, 7, "todas as sextas-feiras como dias não laborais a partir desta semana, durante os meses de abril e maio", segundo ele mesmo anunciou em seu canal estatal de televisão VTV, sem detalhar se esta medida abrangerá os setores público e privado.

O "plano de atendimento de emergência" será de oito semanas, durante as quais Maduro pediu "máxima colaboração de todo o país".

"Durante este plano de 60 dias (de 6 de abril a 6 de junho), dois meses, vamos passar pelo momento mais difícil, de maior risco, e tenho certeza que vamos superá-lo sem muitos problemas", afirmou o presidente venezuelano.

Além disso, Maduro ordenou a ampliação da capacidade de autogeração de energia elétrica dos shoppings, que passará de quatro para nove horas, e aqueles que não conseguirem garantir essa capacidade serão objeto de "medidas especiais para garantir a economia", disse.

"Contra situações extremas da natureza, precisamos de consciência extrema", aconselhou o presidente, que também solicitou "disciplina" à população.

Além disso, Maduro se dirigiu diretamente aos usuários residenciais e pediu prudência na utilização de eletrodomésticos, ar-condicionado e outros aparelhos que consomem muita energia. "Se não conseguirmos economizar no âmbito residencial, todas essas medidas simplesmente não serão suficientes", alertou.

Autoridades explicaram que as medidas servem para enfrentar as consequências da seca causada pelo fenômeno climático do El Niño, o qual diminuiu os níveis da represa de Guri, que alimenta a principal usina hidrelétrica do país, e de vários rios e cursos d'água, que estão em seus níveis mais baixos.

Também foi determinado um plano para o racionamento de água, cujo fornecimento será limitado a poucas horas em várias áreas do país. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.