AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Maduro reforma gabinete e nomeia Delcy como vice-presidente

Delcy era presidente da Constituinte pró-governo que críticos dizem ter sido montada por Maduro para substituir uma Assembleia Nacional controlada pela oposição

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2018 | 21h03

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nomeou ontem Delcy Rodríguez, a chefe da Assembleia Constituinte, como nova vice-presidente, na reorganização que promoveu em seu gabinete após uma reeleição em maio amplamente condenada.

Delcy, de 49 anos, era presidente da Constituinte pró-governo que críticos dizem ter sido montada por Maduro, no ano passado, para substituir uma Assembleia Nacional controlada pela oposição. Ela também foi ministra das Relações Exteriores no passado.

“Eu nomeei como vice-presidente uma jovem mulher, brava, amadurecida, filha de um mártir, revolucionária e testada em milhares de batalhas”, escreveu Maduro no Twitter.

Delcy substitui Tareck El Aissami, que se tornará ministro da Indústria e da Produção Nacional, segundo Maduro.

Os Estados Unidos sancionaram El Aissami por supostas ligações com tráfico de drogas, junto a diversas outras autoridades de alto escalão na Venezuela. O Canadá sancionou Delcy, junto a 39 outras autoridades, em setembro, por “comportamento antidemocrático”.

A reeleição de Maduro foi condenada pelos EUA e por outros países da América Latina como uma farsa antidemocrática. Em resposta, os americanos impuseram novas sanções contra a indústria de petróleo do país.

Críticos dizem que Maduro tem recorrida a táticas cada vez mais autoritárias conforme a economia entra mais profundamente em recessão, aumentando descontentamento com a agenda socialista do chavismo. O presidente venezuelano, por sua vez, acusa os EUA de uma “guerra econômica” contra a Venezuela e de tentar deslegitimar sua vitória.

Na quarta-feira, Maduro anunciou 10 outras mudanças de ministros, mas não mencionou trocas em ministérios-chave, como Petróleo, Economia e Defesa. “Do meu coração, sou grato aos meus irmãos e irmãs que me acompanharam durante os momentos mais sombrios que nossa república vivenciou em décadas”, disse. / REUTERS 

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