Federico Parra/ AFP
Federico Parra/ AFP

Maduro trata López como preso político, diz ex-líder colombiano

Andrés Pastrana reage a acusações de chavista de que visitou o país para tramar um golpe de Estado contra o governo do país

O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 17h20


CARACAS - O ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana criticou nesta segunda-feira, 26, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, um dia depois de o líder chavista ter proibido uma visita de um grupo de políticos latino-americanos ao líder opositor Leopoldo López, preso em Caracas há quase um ano. No grupo, além de Pastrana, estão também os ex-presidentes Felipe Calderón, do México, e Sebastián Piñera, do Chile. 

“O governo de Nicolás Maduro disse que ele (López) não é um preso político, mas ficou claramente demonstrado que ele é sim”, disse Pastrana, que governou a Colômbia entre 1998 e 2002,  à rádio RCN. “É uma pena que os democratas da América Latina abandonaram a Venezuela.”

Os três ex-presidentes mantiveram encontros com partidos de oposição ao chavismo. Em resposta, Maduro acusou-os de apoiarem um golpe de Estado para derrubá-lo, com auxílio do dinheiro do narcotráfico. 

Pastrana disse ainda que  Maduro não respeita os direitos individuais de López ao impedi-lo de receber visitas e lamentou o cerco a jornalistas críticos ao governo venezuelano.  “Jornalistas estão sendo perseguidos por manifestar suas opiniões”, acrescentou. 

López foi preso em fevereiro do ano passado, acusado de incitar protestos contra o governo, dano ao patrimônio público e vandalismo. / EFE

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