Mãe confessa ter matado 8 bebês e choca a França

Um dos crimes mais bárbaros da França tem agora um autor confesso: Dominique Cottrez, de 47 anos, auxiliar de enfermagem e moradora do vilarejo de Villers-au-Tertre, a 150 quilômetros de Paris, admitiu à polícia ter sufocado até a morte oito recém-nascidos, aos quais dera à luz ao longo de 11 anos. Os infanticídios foram descobertos depois que as duas primeiras ossadas foram encontradas pelo novo proprietário da residência em que Dominique vivera.

Andrei Netto, correspondente em Paris, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

Os detalhes do episódio começaram a ser revelados pela polícia na noite de terça-feira, depois de um dia inteiro de buscas no antigo e no atual imóvel da autora confessa dos crimes. Segundo a Procuradoria da República de Douai, cidade vizinha ao vilarejo de 600 habitantes, Dominique afirmou que as gestações ocorreram entre 1989 e 2006 ou 2007, e não eram do conhecimento do marido, Pierre-Marie Cottrez, carpinteiro e vereador do vilarejo.

As investigações começaram no sábado, quando os dois novos moradores da casa cuidavam do jardim da residência. Durante os trabalhos, dois sacos plásticos foram encontrados, nos quais estavam duas ossadas de recém-nascidos. Acionada, a polícia iniciou as verificações. "Ouvida em testemunho na terça-feira, Dominique, filha dos proprietários, reconheceu ser a mãe dos dois recém-nascidos encontrados no jardim e indicou aos investigadores que outros cadáveres encontravam-se na garagem de sua atual casa", disse Eric Vaillant, procurador do caso.

Ao procurador, a autora dos homicídios tentou justificar seus atos, praticados após ter sofrido um primeiro parto difícil. "Ela explicou que não queria mais filhos e não queria consultar um médico para pedir meios de contracepção", afirmou Vaillant. A Procuradoria da República deve acusar Dominique por homicídio doloso (intencional) de menor de 15 anos. O marido dela foi libertado ontem, mas ainda corre o risco de ter de responder à Justiça.

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