Mãe da presidente do Chile estava na região onde bomba explodiu

Michelle Bachelet se reuniu com equipe de Segurança para reforçar as medidas no país e chamou atentado terrorista de 'abominável'

O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 10h36

SANTIAGO DO CHILE - A mãe de presidente do Chile estava na região onde ocorreu a explosão de uma bomba deixou ao menos 14 pessoas feridas na tarde de segunda-feira, informou o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, citado pelo jornal La Tercera. Angela Jeria, mãe de Michelle Bachelet, não ficou ferida.

O atentado terrorista ocorreu na estação de metrô Escola Militar, em Santiago do Chile, quando uma bomba, fabricada com um extintor cheio de pólvora e um temporizador, que estava perto de barracas de alimentação explodiu. "Ela (Angela) estava fazendo compras no local acompanhada de um segurança como de costume", afirmou Peñailillo.

A mãe de Bachelet não estava muito perto do lixo onde havia sido colocada a bomba e por isso não se feriu. As pessoas feridas, diversas com fraturas expostas e uma mulher com parte dos dedos da mão amputada, foram levadas para clínicas perto da estação.

Nesta terça-feira, 9, a presidente chilena se reuniu com a equipe de Segurança para reforçar as medidas no país. Nessa semana, ocorre o aniversário do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, em 1973, e colocou o ditador Augusto Pinochet no poder.

As autoridades chilenas não disseram quem seriam os possíveis autores do ataque de segunda e, até a manhã desta terça, ninguém reivindicou a autoria.

Golpe. Bachelet considerou o atentado como "abominável" e afirmou que tomará as medidas necessárias para garantir que o Chile se mantenha como um país seguro após o pior atentado desde o retorno da democracia, em 1990.

Mais policiais foram enviados para as ruas de Santiago nesta terça e os lixos do sistema de metrôs foram desativados, como medida de precaução.

O vice-secretário do Interior, Mahmud Aleuy, afirmou que espera que o atentado não fomente mais incidentes em torno do aniversári do golpe de 11 de setembro. "É possível que as pessoas possam se entusiasmar com esse tipo de coisa. Vamos reforçar a segurança da cidade com todos os instrumentos que temos disponíveis", disse à rádio Cooperativa.

Além disso, Aleuy afirmou que foram identificados 38 possíveis focos de conflitos no dia do aniversário do golpe.

Durante este ano, outras 28 bombas explodiram em diversos lugares da cidade, uma delas em outra estação de metrô. Uma intensa campanha policial interrompeu os ataques há cerca de um mês. / REUTERS

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