AFP PHOTO / RHONA WISE
AFP PHOTO / RHONA WISE

Mãe de adolescente que sobreviveu a ataque em escola também é sobrevivente de ação de atirador

Annika Dean se escondeu atrás de carrinho de bagagem para escapar dos tiros no aeroporto de Fort Lauderdale; seu filho, Austin, escapou de Nikolas Cruz escondido em uma sala de aula

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 18h10

PARKLAND, EUA - No dia 6 de janeiro de 2017, a professora de arte Annika Dean sobreviveu ao ataque a tiros ocorrido no aeroporto de Fort Lauderdale, que deixou cinco mortos. Ela se escondeu atrás de um carrinho de bagagem. Na quarta-feira, Austin, seu filho de 14 anos, sobreviveu à ação do atirador Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland. Ele se escondeu em uma sala de aula.

“Não consigo acreditar, não mesmo”, afirmou Annika para a emissora WPTV, contando que seu irmão falou que ela é “uma das pessoas menos sortudas do mundo”. Ela respondeu que, em sua família, são duas as pessoas azaradas.

+ As vidas perdidas no massacre na escola da Flórida

Durante o ataque no colégio do Condado de Broward, o mesmo do aeroporto de Fort Lauderdale, Austin mandou uma mensagem de texto para Annika. “Mãe, estão fazendo uma simulação de ataque a tiros aqui. É bem assustador, eles têm uma arma e dispararam”, escreveu o filho. “Não é simulação”, digitou o adolescente pouco depois.

“Assim que me dei conta de que era um ataque de verdade, meu coração doeu”, disse a professora de arte.

Em suas mensagens, Austin contou a ela que as pessoas estavam correndo e gritando, mas, felizmente, ele estava a salvo. “Ele disse: ‘Mas, qualquer coisa, amo você, viu’.”

Austin estava escondido com outros 30 estudantes em uma sala de treinamento para formação de jovens oficiais do Exército americano, de acordo com a WPTV.

“Eu tinha a noção exata do que ele estava sentindo e pelo quê ele estava passando. No ataque no aeroporto, além de ficar escondida atrás do carrinho de bagagem, um estranho a protegeu com o próprio corpo, segundo a WPTV. “Assim que escutei os estampidos, eu sabia que eram disparos de arma de fogo”, disse. “Agradeço a cada momento que passo com meus filhos.” / W.POST

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.